Publicidade digital e normas legais: como se manter seguro

Por Parceria Jurídica

19 de março de 2025

A publicidade digital tem se tornado uma das principais estratégias para empresas que buscam alcançar seu público-alvo de forma rápida e eficaz. No entanto, essa prática envolve uma série de normas legais que precisam ser seguidas para evitar problemas jurídicos e proteger a reputação da marca.

Com o avanço da internet e das redes sociais, os consumidores estão cada vez mais atentos às práticas éticas das empresas. Isso significa que qualquer deslize — como o uso indevido de dados ou campanhas enganosas — pode gerar repercussões negativas e até multas pesadas.

Por isso, é essencial que as empresas compreendam as leis que regem a publicidade digital e implementem práticas que garantam segurança jurídica. A transparência, o respeito ao consumidor e a proteção de dados são alguns dos pilares que não podem ser ignorados.

A seguir, vamos explorar os principais pontos que merecem atenção para que sua empresa se mantenha dentro da lei e evite problemas na hora de promover seus produtos ou serviços online.

 

Entendendo a legislação sobre publicidade digital

A legislação brasileira conta com diversas normas que regulamentam a publicidade digital, protegendo tanto o consumidor quanto a integridade do mercado. O Código de Defesa do Consumidor (CDC), por exemplo, estabelece que toda comunicação publicitária deve ser clara, objetiva e verdadeira.

Outro aspecto essencial é a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que impõe regras específicas para o uso de informações pessoais. Isso significa que empresas que coletam dados para campanhas de marketing precisam garantir que esses dados sejam tratados com segurança e conforme a lei.

Uma Agência de Branding pode ajudar empresas a criar campanhas que respeitem essas normas, garantindo que todas as mensagens publicitárias sejam transparentes e éticas. Essa abordagem não apenas evita problemas jurídicos, mas também fortalece a confiança do público na marca.

Além disso, é fundamental que as empresas deixem claro quando uma publicação é patrocinada, garantindo que os consumidores saibam que estão diante de um conteúdo publicitário e não de uma recomendação espontânea.

 

Diretrizes para o uso de dados pessoais

A coleta e o uso de dados pessoais são práticas comuns na publicidade digital, mas precisam seguir regras específicas para garantir a segurança dos consumidores. A LGPD define que os usuários devem consentir explicitamente com o uso de suas informações e que essas devem ser utilizadas apenas para os fins autorizados.

Isso significa que empresas precisam deixar claro para o consumidor quais dados estão sendo coletados, para que serão utilizados e por quanto tempo ficarão armazenados. Essa transparência é essencial para evitar problemas legais.

Uma boa prática é utilizar ferramentas que garantam a segurança desses dados, como plataformas de CRM (Customer Relationship Management) que automatizam a coleta e organização dessas informações de forma segura.

Além disso, contar com uma Assessoria de Branding pode ajudar na implementação dessas práticas, garantindo que a coleta e o uso de dados sigam todas as exigências legais sem comprometer a experiência do cliente.

 

Publicidade infantil: cuidados essenciais

A publicidade voltada para o público infantil é uma das áreas que exige maior atenção quando se trata de normas legais. No Brasil, o Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) estabelece diretrizes específicas para garantir que esse tipo de publicidade não seja abusiva ou manipuladora.

Por exemplo, campanhas destinadas a crianças não devem estimular o consumo excessivo nem se aproveitar da vulnerabilidade emocional desse público. Além disso, é essencial que as mensagens publicitárias sejam claras para que pais e responsáveis compreendam exatamente o que está sendo promovido.

Outro ponto importante é evitar o uso de influenciadores infantis de forma que induza o público ao consumo inconsciente. As marcas precisam garantir que a comunicação seja educativa e respeite os limites impostos pela legislação.

Empresas que desrespeitam essas normas podem sofrer penalidades severas, incluindo multas e até proibição da campanha em questão.

 

Uso de influenciadores digitais com segurança

O marketing de influência tem ganhado força nos últimos anos, mas seu uso também envolve riscos legais se não for conduzido com cuidado. O Conar determina que as marcas devem deixar claro quando uma recomendação é fruto de uma parceria paga ou de um contrato publicitário.

Essa prática evita que os consumidores sejam enganados ao acreditarem que estão diante de uma recomendação espontânea, quando na verdade se trata de uma ação patrocinada. O uso da hashtag #publi ou #ad, por exemplo, é uma forma comum de sinalizar esse tipo de conteúdo.

Além disso, é importante que as empresas escolham influenciadores que compartilhem os valores da marca e que tenham uma comunicação ética e transparente com seu público.

Uma parceria mal planejada pode gerar problemas jurídicos e manchar a imagem da empresa, especialmente se o influenciador não seguir as diretrizes estabelecidas na campanha.

 

Cuidados na criação de anúncios pagos

Campanhas de anúncios pagos, como Google Ads e Facebook Ads, também exigem atenção às normas legais. É fundamental que os textos e imagens utilizados sejam verdadeiros e não induzam o consumidor ao erro.

Promessas exageradas, como garantias de resultados milagrosos ou declarações que não podem ser comprovadas, podem gerar denúncias e punições. Da mesma forma, anúncios que utilizam termos enganosos para atrair cliques também são passíveis de penalidades.

Outro cuidado importante é garantir que as campanhas respeitem a privacidade dos usuários. Isso significa que, ao utilizar técnicas de remarketing ou personalização avançada, a empresa deve obter o consentimento explícito do consumidor.

Seguir essas normas não apenas evita problemas legais, mas também melhora a reputação da marca, transmitindo uma imagem de profissionalismo e responsabilidade.

 

Práticas éticas na produção de conteúdo

Produzir conteúdo relevante é uma das formas mais eficazes de atrair e engajar o público, mas essa prática também exige cuidado para não infringir direitos autorais ou ferir princípios éticos.

Ao utilizar imagens, textos ou vídeos de terceiros, é essencial verificar se esses materiais estão livres para uso comercial ou se é necessário obter permissão do autor. O plágio e o uso indevido de conteúdo protegido por direitos autorais podem gerar processos judiciais e prejudicar a reputação da marca.

Outro ponto importante é evitar a disseminação de informações falsas ou manipuladas. Empresas que compartilham dados imprecisos ou adotam uma comunicação sensacionalista podem perder a confiança do público e enfrentar penalidades legais.

Portanto, investir na produção de conteúdos originais, éticos e informativos é sempre a melhor estratégia para se manter seguro no universo da publicidade digital.

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